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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Adoro te Devote | CORPUS CHRISTI




Oração composta por Santo Thomás de Aquino:
Adoro te Devote
Quae sub his figuris vere latitas:
Adoro te devote, latens Deitas,
Quia te contemplans totum deficit.
Tibi se cor meum totum subiicit,
Sed auditu solo tuto creditur.
Visus, tactus, gustus in te fallitur, Credo quidquid dixit Dei Filius:
At hic latet simul et humanitas;
Nil hoc verbo Veritatis verius. In cruce latebat sola Deitas, Ambo tamen credens atque confitens,
Fac me tibi semper magis credere,
Peto quod petivit latro paenitens. Plagas, sicut Thomas, non intueor; Deum tamen meum te confiteor. In te spem habere, te diligere.
Pie pellicane, Iesu Domine,
O memoriale mortis Domini! Panis vivus, vitam praestans homini! Praesta meae menti de te vivere Et te illi semper dulce sapere. Me immundum munda tuo sanguine.
Visu sim beatus tuae gloriae.
Cuius una stilla salvum facere Totum mundum quit ab omni scelere. Iesu, quem velatum nunc aspicio, Oro fiat illud quod tam sitio;
Ut te revelata cernens facie

CORPUS CHRISTI

Corpus Christi é  também conhecida como a Festa da Eucaristia. Neste dia, é celebrada a presença real de Jesus Cristo no pão e no vinho consagrados. Após a Páscoa e Pentecostes, a presença de Jesus na terra continua de forma “misteriosa e no confronto com as realidades do cotidiano”, como reflete o arcebispo de Uberaba, dom Paulo Mendes Peixoto.
“A Eucaristia dá corpo e sentido para a comunidade cristã. Faz acontecer a Igreja que, por sua vez, é gerada por ela. Eucaristia e Igreja formam uma unidade e uma solidez na evangelização da sociedade. Não existe Igreja sem Eucaristia e nem Eucaristia sem Igreja”, ensina o arcebispo.

HistóricoA festa de Corpus Christi foi instituída oficialmente pelo papa Urbano IV, com a publicação da bula Transiturus de hoc mundo, em 8 de setembro de 1264, com a celebração marcada para a quinta-feira após a solenidade da Santíssima Trindade.
A origem da festa remete à devoção eucarística iniciada na França e na Bélgica, antes do século XII. Ligada à piedade do povo cristão, a solenidade também é lembrada pela influência das visões da monja agostiniana belga Juliana de Cornillon, as quais mostravam o anseio de Cristo para que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Tais visões foram consideradas decisivas para a decisão do papa, em 1264.
Mas foi somente 50 anos depois da morte de Urbano IV que a Solenidade ganhou caráter universal definitivo. A partir do século XIV, no papado de Clemente V, foram instituídas as Constituições do Corpus Júris, e 1313, as quais tornara a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. No mesmo documento, ficou estabelecido o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas, o que foi fortalecido pelo Concílio de Trento (1545-1563), como ação de graças pelo dom Eucarístico e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
O Concílio Vaticano II vinculou a celebração ao mistério pascal de Jesus Cristo, dando novo significado à festividade. E, em 1983, o novo Código de Direito Canônico manteve a obrigação de se manifestar “o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia” e “onde for possível, haja procissão pelas vias públicas”, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.
Procissão
A procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas é marcada por rito solene e pelos cânticos. A orientação da Igreja é que aconteça após a celebração eucarística, na qual se consagra a hóstia que será levada em procissão, que também pode acontecer após uma adoração pública e prologada depois da missa.
Durante o percurso, de acordo com o costume, podem ser concedidas bênçãos eucarísticas em estações.
Roteiro para adoração
São seis passos:
  1. Estando diante do Corpo do Senhor, primeiro tome consciência do seu próprio corpo: procure escutar a respiração, os sentimentos, suas emoções. Faça silêncio, prestando atenção na respiração. Faça isso por alguns minutos. 
  2. Ao olhar o Pão consagrado, lembre-se das palavras do Senhor: “Isto é o meu Corpo que será entregue por vós…” e renove a própria entrega com Jesus, que se oferece na missa e prolonga sua presença sacrificante na forma do Pão que é para ser dado e consumido. Lembre-se das atitudes de Jesus que o levaram à morte… Acolha em sua vida a salvação e deixe que o desejo de amar, como Jesus, ganhe espaço no coração.   
  3. Sinta-se em comunhão com o Corpo eclesial. Recorde as pessoas amigas, ou alguém com quem tem dificuldade de conviver; lembre as coisas boas que está vivendo e também os motivos de preocupação e de sofrimento próprio ou de outros(as); traga presente a santidade e as fraquezas da Igreja. Também as pessoas que sofrem, as que estão nos presídios, nos hospitais, no abandono… Coloque tudo no coração do Pai, como fez Jesus até no último momento de sua vida, quando estava na cruz. 
  4. Tome um texto da liturgia do dia: pode ser o evangelho, ou a leitura, ou o salmo, ou ainda a oração eucarística (desde o prefácio), ou as orações iniciais e de pós-comunhão. Leia, prestando atenção (leitura orante). Cada palavra da leitura é importante, vale a pena reler, meditando. Se uma palavra ou frase chamou a atenção, repita-a para si mesmo(a), e faça dela a própria oração. Se ao ler o texto se lembrar de outro texto bíblico, ou litúrgico, dar atenção a isso; repita-o no coração… 
  5. Agradeça a Deus por tudo que se tem recebido de sua bondade. Dê graças por toda a criação, por todo o bem realizado no universo. Dirija a Deus salmos, cânticos e refrãos bíblicos. Se for em grupo, pode-se cantar ou recitar juntos. Pode ser o próprio salmo do dia ou outro. 
  6. Termine rezando a oração que Jesus mesmo ensinou.

Comemorações na cidade de Castelo
Tapete do Divino Espírito Santo

domingo, 16 de junho de 2019

SOLENIDADE SANTÍSSIMA TRINDADE

Só existe um Deus, mas n’Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo

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Fonte Google Imagens
Hoje, a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade, o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou esse mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e de Si mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.
Santo Agostinho (430) dizia que o Espírito Santo procede do Pai, enquanto fonte primeira, e pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão (A Trindade, 15,26,47).
Só existe um Deus, mas n’Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não pode haver mais que um Deus, pois este é absoluto. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor que o outro, mas Deus não pode ser menor que outro, pois não seria Deus.
Por não dividir a unidade divina, a distinção real das Pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras: Nos nomes relativos das Pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois. Quando se fala dessas três Pessoas, considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância (XI Conc. Toledo, DS 675).
São Clemente de Roma, Papa no ano 96, ensinava: “Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça” (Carta aos Coríntios 46,6). “Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo” (Carta aos Coríntios 58,2).
O Concílio de Niceia, ano 325, confirmou toda essa verdade: “Cremos […] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. […] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas” (Credo de Niceia).
Pai, Filho e Espírito Santo, rogai por nós!

SANTIFICAÇÃO DO DIA A DIA | SANTIDADE EM SOLIDÃO

TRABALHO INTELECTUAL - Síntese Bibliográfica
Corrigido e adaptado pelo Ir. José Crucificado de Jesus Hóstia - EREMITA

Documento Original: Vivendo Nazaré

Muitas pessoas se acham sozinhas, abandonadas, até mesmo depressivas por causa da sensação da solidão, mesmo vivendo em família.

Os textos que apresentamos neste blog site quer justamente nos levar a viver essa solidão, a viver esse aparente abandono, de modo bem diferente.

Jesus vivia no meio do povo, em sua vida pública, mas aprendera a ficar só. Mesmo no meio dos discípulos, ele se isolava mentalmente para estar a sós com o Pai, como lemos em Lucas 9,18: “Estando Jesus a orar a sós, em meio aos discípulos...”
Jesus não encontrava pessoas do mesmo nível dele com quem pudesse falar sobre sua experiência divina. Nesse sentido, sentia-se sozinho quando estava rodeado pela multidão. Essa solidão desaparecia quando, sem ninguém ao seu lado, nos lugares desertos, podia se encontrar com o Pai, como vemos em João 16,32: “Eis que vem a hora, e ela aí está, em que sereis dispersos, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não fico só, porque o Pai está comigo”.

O Pe. Carlos de Foucauld, agora beatificado, morava em lugares desertos pertencentes ao Saara, amplamente mostrado nas fotos dese site. Vivia entre os tuaregues, povo muçulmano. Não conseguia conversar com ninguém sobre as maravilhosas experiências espirituais que tinha na solidão, como mostram os seus textos, alguns dos quais também encontrados numa de nossas páginas indicadas no índice. Mas não vivia isolado. A comunhão com Deus na solidão se traduzia na comunhão com os seus irmãos todos do Islamismo, e no atendimento de até 50 hóspedes por dia, como ele mesmo afirmou algumas vezes.
Por que muitos de nós, tanto homens como mulheres, nos apaixonamos por esse humilde servo do Senhor e por tantos outros, tanto no Antigo como no Novo Testamentos, que buscaram o deserto, ou mesmo uma vida de solidão?
Por que sentimos o nosso coração arder ao lermos as frases bíblicas que relatam a ida de Jesus ao deserto para orar?
O que há de tão encantador num deserto?
Penso eu que o único modo de descobrir isso é fazer repetidos desertos em nossa vida! Transformemos a solidão de nossa vida numa experiência fértil de deserto! Em nosso isolamento, tiremos, como Moisés, as sandálias, só que para nós, sandálias simbólicas das coisas supérfluas, da vaidade, egoismo, soberba, amor próprio exagerado, leviandades, gula, mania de levar vantagem em tudo, e aproximemo-nos da “sarça ardente”! Aproximemo-nos de Deus!

Vamos nos desvestir do “homem velho” e nos revestir de humildade, simplicidade, confiança! Revistamo-nos de Deus! E o desero florirá em nosso coração e em nossa vida! As coisas passarão a ter sentido, mesmo os sofrimentos.
A alegria inunda a alma solitária que se encontra dessa forma com Deus, e ela não mais fica solitária. Sua solidão não será mais solidão, mas a charmosa e confortável sala de visitas onde receberemos o próprio Deus.

Rezar é olhar para Deus amando-o”, dizia o Irmão Carlos. Em nossa solidão, nunca mais nos sentiremos sozinhos, mas sempre com Jesus e, nele, sentiremos a presença das pessoas com quem nos encontramos no dia a dia.

A solidão com Jesus tem a magia de nos fazer descobrir que na verdade não estamos sozinhos, mas que há uma multidão de pessoas à nossa volta precisando de nosso sorriso, da paz que vamos lhes transmitir pela nossa vida. Vamos, então, não apenas proclamar, mas GRITAR o Evangelho às pessoas com a nossa própria vida.

É nesse sentido que o deserto é fértil! A solidão nos pesa quando somos individualistas, egoístas, avarentos, mal-humorados, vaidosos, nojentos, exigentes, mesquinhos, ou quando desprezamos as pessoas.

Entretanto, quando nos desvestimos disso tudo para estar com Deus, descobrimos a alegria da presença dos outros em nossa vida. O que quero dizer é que não são as pessoas que nos abandonam! Somos nós que nos afastamos, com nossas exigências idiotas, e nos isolamos. Somos nós que abandonamos as pessoas, e não o contrário.

Essa solidão que sentimos pode transformar-se, a partir de hoje mesmo, a partir de agora, numa festa, em que Deus é o personagem principal. Basta que nos ajoelhemos, agora mesmo, e peçamos perdão de nossos pecados, rezemos o ato de consagração diária e recomecemos uma vida nova com Deus e com os irmãos, cujas luzes aos poucos vão começar a brilhar na escuridão de nossa vida.

O deserto é fértil! É preciso receber Jesus em nosso coração para que possamos receber os irmãos e ver que não estamos sozinhos.

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O TÉDIO DA VIDA
Chamado assim pelos monges antigos, “Tedium Vitae”, o tédio que nos assalta às vezes ou sempre, é um perigo muito grave para as pessoas incautas.
O (a) testemunha de Jesus Misericordioso, que às vezes vive sozinho(a), tem que tomar muito cuidado com esse tédio, para não cair nas ciladas do maligno. É por causa desse tédio que muitas pessoas entram nas drogas ou no alcoolismo, ou adquirem vícios variados, como o jogo descontrolado, a mania de fazer compras (quando se tem dinheiro), mudanças desnecessárias, trocas insatisfatórias e tantas outras coisas. Mesmo vivendo em família isso pode ocorrer.
É preciso adquirirmos, além de um hobby (um passatempo ou um artesanato), o hábito da oração. Sempre que estiver livre, pratique esse hobby ou entre em oração. A oração nos liga a Deus, que renova todas as coisas. Mas... rezar o quê?
Há várias sugestões:
1)- No monaquismo antigo, os monges rezavam o dia todo, durante o trabalho e no tempo livre, as jaculatórias (pequenas orações do tamanho de uma frase), como esta: “Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, tende piedade de mim pecador”.
Esse tipo de oração é ótimo para quem ainda não tem o hábito de rezar e quer adquiri-lo, pois aos poucos induz a pessoa pouco a pouco a um tempo maior de encontro com Deus.
2)- São João Maria Vianney, o “Cura D'Ars”, durante um tempo teve que substituir alguns padres doentes das proximidades de sua paróquia e dava longas caminhadas, rezando, e dizia que o tempo passava depressa. E passa mesmo!
O tédio da vida está, pois, aliado ao ócio, ou seja, a não ter o que fazer. Caminhar rezando o terço, por exemplo, ajuda muito.

3)-Faça o roteiro de orações que sugerimos acima.
O tédio da vida nos leva, mais do que outras coisas, ao pecado. Combatê-lo e vencê-lo já é uma vitória muito importante para nossa vida a caminho da santidade.
Quanto ao hobby, que ele não comece a ocupar de modo fanático sua vida, a ponto de levá-lo(a) a deixar de lado a oração. Crochê, artesanato com barro, tapetes, pintura, cerâmica, bordado, artesanato em geral, são coisas que podemos aprender a fazer para uma vida sem tédio, como faziam os monges, cujo lema até hoje é “Reze e Trabalhe” “Ora et Labora”.
Há também muitos doentes e pobres precisando de nossa visita. Procure um trabalho em sua comunidade, e pelo menos uma vez por mês visite algum doente ou alguma família pobre. Mas tome cuidado de não fazer isso sozinho (a), pois pode dar problemas de calúnia e má- interpretação.
Não cometa a atitude oposta, que é se apossar de tal forma do trabalho comunitário que ninguém mais consegue fazê-lo!
Eis alguns dos trabalhos comunitários: ministros dos doentes, da eucaristia, grupo de jovens, catequese, vicentinos, estudos bíblicos, farmácia comunitária, biblioteca, cursos, construções, novenas, terços nas casas, canto, liturgia em geral, peregrinações, jornalzinho paroquial, encontro de casais, etc.
Deixe-se orientar pelo seu pároco. Não seja individualista, mas trabalhe sempre em sintonia com os demais, nunca achando que você é dono (a) da verdade. É melhor caminhar mancando no caminho certo do que correr no caminho errado, dizia Santo Tomás de Aquino.
Nunca falte às reuniões paroquiais e de seu grupo de trabalho. Nunca se deixe levar pela preguiça

sexta-feira, 14 de junho de 2019

BEATA ANNA CATHARINA EMMERICH




Anna Catharina nasceu aos 8 de setembro de 1774 em Flamske (Vestfália), em família de modestos camponeses.  Diz-se que, desde criança, foi agraciada com dons extraordinários: via freqüentemente o anjo da guarda e brincava com o Menino Jesus; Maria Ssma. E outros Santos lhe apareciam muitas vezes.  Os pais a censuravam, freqüentemente e nunca a elogiavam.  Em sua adolescência trabalhou nos campos, pastoreando rebanhos.  Aos dezesseis anos, concebeu a vocação religiosa, que ela só conseguiu realizar aos vinte e nove anos de idade. Fez-se agostiniana em Duelmen (Vestifália).
Em 1812 teve uma visão importante, à qual se sucederam vários acontecimentos assim descritos pelo livro em foco:
“Apareceu-lhe o Divino Salvador, como um jovem resplandecente e entregou-lhe um crucifixo, que ela apertou com fervor de encontro ao coração.  Desde então lhe ficou gravado no peito um sinal da cruz, do tamanho de cerca de três polegadas, o qual sangrava muito, a princípio todas as quartas-feiras, depois nas sextas-feiras, mais tarde menos freqüentemente.  A estigmatização deu-se-lhe poucos dias depois, a 29 de Dezembro.  Nesse dia, às 3 horas da tarde, estava deitada, com os braços estendidos, em êxtase, meditando na Sagrada Paixão de Jesus.  Viu então, numa luz brilhante, o Salvador crucificado e sentiu um veemente desejo de sofrer com Ele.  Satisfez-se-lhe esse desejo, pois saíram logo das mãos, dos pés e do lado do Senhor raios luzídios cor de sangue, que penetraram nas mãos, nos pés e no lado da Serva de Deus, surgindo logo gotas de sangue nos lugares das chagas.  Abbé Lambert e o confessor da vidente, Pe. Limberg, viram-nas sangrar dois dias depois, mas com sábio propósito fingiram não dar importância ao fato, na presença da Serva de Deus.  Ela mesma procurava esconder os sinas das chagas, o que lhe era fácil, porque desde o dia 2 de Novembro de 1812 estava de cama, adoentada.  Desde então não pôde mais tomar alimento, a não ser água, misturada com um pouco de vinho, mais tarde só água ou, raras vezes, o suco de uma cereja ou ameixa.  Assim vivia só da sagrada Comunhão. Esse estado e a estigmatização tornaram-se públicos na cidade, em março de 1813.  O Vigário de Duelmen, Pe. Rensing, encarregou dois médicos, os Dra. Wesener e Krauthausen, como também o confessor, de fazerem um exame das chagas, que freqüentemente sangravam.  Os autos foram mandados à autoridade diocesana de Muenster, a qual enviou o Ver. Pe. Clemente Augusto de Droste Vischering, mais tarde Arcebispo de Colônia, o deão Overberg e o conselheiro medicional Dr. Von Drueffel a Duelman, para fazerem outra investigação, que durou três meses.  O resultado foi a confirmação da verdade das chagas, da virtude e também o reconhecimento do caráter sobrenatural do estado da jovem religiosa.
Também a autoridade secular, querendo examinar e “desmascarar a embusteira”, mandou, em 1819, uma comissão de médicos e naturalistas; isolaram-na por isso em outra casa, rigorosamente observada do dia 7 a 29 de agosto, o que lhe causou muita humilhação e sofrimento; também o resultado desse exame lhe foi favorável.
No ano anterior, viera visitá-la pela primeira vez o poeta Clemente Brentano, recomendado pelo deão Overberg. A 17 de setembro ele a viu pela primeira vez.  Ela, porém já o tinha visto muito antes, nas visões e recebido ordem do Céu para comunicar-lhe tudo. “O Peregrino”, como o chamava, ficou até Janeiro de 1819, mas voltou de novo, para ficar com ela, no mês de Maio.  Foi para Catharina um amigo fiel até a morte, mas fê-la sofrer também às vezes, com seu gênio veemente.  Reconheceu a tarefa que lhe fora dada por Deus, de escrever as visões desta mártir privilegiada e dedicou-se a isso com cuidado consciencioso. “O Peregrino” escrevia durante as narrações, em tiras de papel, os pontos principais, que imediatamente depois copiava, completando-os de memória.  A cópia, a limpo, lia à Serva de Deus, corrigindo, acrescentando, riscando sob a direção de Catharina, não deixando nada que não tivesse recebido confirmação expressa…
Anna Catharina viu no êxtase toda a vida e paixão do Divino Salvador e de sua Santíssima Mãe; viu os trabalhos dos Apóstolos e a propagação da Santa Igreja, muitos fatos do Velho Testamento, como também eventos futuros. Tocando em relíquias, geralmente via a vida, as obras e os sofrimentos dos respectivos Santos.  Com certeza reconhecia e determinava as relíquias dos Santos, distinguindo em geral facilmente objetos sagrados de profanos …
Depois de muitos e indizíveis sofrimentos, chegou o dia de sua morte a 9 de fevereiro de 1824…
A 27 de janeiro recebeu a Extrema-Unção. Aumentaram-lhe as dores; mas repetia de vez em quando: “Ai, meu Jesus, mil vezes vos agradeço toda a minha vida; não a minha vontade, mas a Vossa seja feita”.  Na véspera da morte rezou: “Jesus, para Vós morro; Senhor, dou-Vos graças, não ouço nem enxergo mais”.  Quiseram mudar-lhe a posição, para aliviá-la, mas Anna Catharina disse: “Estou deitada na cruz; deixem-me, em pouco acabarei”.  Recebeu mais uma vez a sagrada Comunhão, a 9 de fevereiro. Suspirando pelo Divino Esposo, rezou diversas vezes: “Oh! Senhor, socorrei-me; vinde, meu Jesus”.  O confessor assistiu à moribunda, dando-lhe muitas vezes o crucifixo para beijar e rezando preces pelos moribundos.  Ela ainda lhe disse: “Agora estou tão sossegada; tenho tanta confiança, como se nunca tivesse cometido pecado”.  Deram justamente 8 horas da noite, quando exclamou três vezes, gemendo: “Oh! Senhor, socorrei-me, vinde, oh! Meu Senhor!”  E a alma pura voou-lhe ao encontro do Esposo Celeste, para permanecer, como esperamos confiadamente, eternamente unida com Ele, na Infinita felicidade do Céu”. (pp. 17-21)

quinta-feira, 13 de junho de 2019

VERÔNICA E O VÉU SAGRADO | SEG. BEATA ANNA CATHARINA EMMERICH | ESCRITOS "VIDA, PAIXÃO E GLORIFICAÇÃO DO CORDEIRO DE DEUS"




Resultado de imagem para SANTA VERÔNICA E VEU“A rua em que se movia o séquito de Jesus com a cruz, era longa, com uma leve curva para a esquerda e nela desembocavam várias ruas laterais.  De todos os lados vinha gente bem vestida, que se dirigia ao Templo; ao ver o séquito, uns se afastavam, com o receio farisaico de se contaminar, outros manifestavam certa compaixão.  Havia cerca de duzentos passos que Simão ajudava Jesus a carregar a cruz, quando uma mulher de figura alta e imponente, segurando uma menina pela mão, saiu de uma casa bonita, ao lado esquerdo da rua… Era Seráfia, mulher de Sirac, membro do Conselho do Templo, a qual, pela boa ação praticada nesse dia, recebeu o nome de Verônica (de “vera icon”: verdadeira imagem).
Seráfia tinha preparado em casa um delicioso vinho aromático, com o piedoso desejo de oferecê-lo como refresco a Jesus, no caminho doloroso  para o suplício.  Já tinha ido uma vez ao encontro do séquito, em expectativa dolorosa; vi-a velada, segurando pela mão uma mocinha que adotara, passar ao lado do séquito, quando Jesus se encontrou com a Santíssima Virgem. Mas, com o tumulto, não achou ocasião de aproximar-se e voltou às pressas para casa, para lá esperar o Senhor.
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Saiu, pois, velada de casa para a rua; um pano pendia-lhe do ombro; a menina, que podia ter nove anos, estava-lhe ao lado, ocultando sob o manto o cântaro com o vinho, quando o séquito se aproximou.  Os que o precediam, tentaram em vão retê-la; ela estava fora de si de amor e compaixão.  Com a menina, que se lhe segurava, pegando-lhe o vestido, atravessou a gentalha, que ia dos lados e por entre soldados e carescos, avançou para a frente de Jesus e, caindo de joelhos, levantou para Ele o pano, estendido de um lado, suplicando: “Permiti-me enxugar o rosto de meu Senhor”.  Jesus tomou o pano com a mão esquerda e apertou-o, com a palma da mão de encontro ao rosto ensanguentado; movendo depois a mão esquerda, com o pano, para junto da mão direita, que segurava a cruz; apertou-o entre as duas mãos e restituiu-lhe, agradecendo; ela o beijou, escondendo-o sobre o coração, debaixo do manto e levantou-se.
Então a menina ofereceu timidamente o cântaro com o vinho; mas os soldados e carrascos, praguejando, impediram-na de confortar Jesus.  A audácia e rapidez dessa ação provocou um ajuntamento curioso do povo e causou assim uma pausa de dois minutos apenas na marcha, o que permitiu a Seráfia oferecer o véu a Jesus.  Os fariseus a cavalo e os carrascos irritaram-se com essa demora e mais ainda com a veneração pública manifestada ao Senhor e começaram a maltratá-Lo e empurrá-Lo.  Verônica, porém, fugiu com a menina para dentro de casa.
Apenas entrara no aposento, estendeu o véu sobre a mesa e caiu por terra desmaiada; a menina, com o cântaro de vinho, ajoelhou-se-lhe ao lado, chorando.  Assim as encontrou um amigo da casa, que entrara para visitar e a viu como morta, sem sentidos, ao lado do sudário estendido, no qual o rosto ensanguentado do Senhor estava impresso de um modo maravilhosamente distinto, mas também horrível.  Muito assustado, fê-la voltar a si e mostrou-lhe o rosto do Senhor.  Cheia de dor, mas também de consolação, Seráfia ajoelhou-se diante do véu exclamando: “Agora vou abandonar tudo, o Senhor deu-me uma lembrança”.
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Esse véu era de lã fina, cerca de três vezes mais longo do que largo.  Costumava-se usar em volta do pescoço; às vezes usavam ainda outro em torno dos ombros.  Era uso ir ao encontro de pessoas aflitas, cansadas, tristes e doentes e enxugar-lhes o rosto; era sinal de luto e compaixão; nas regiões quentes também usavam dá-lo de presente.  Verônica guardava esse véu sempre à cabeceira da cama.  Depois de sua morte veio ter, por intermédio das santas mulheres, às mãos da Santíssima Mãe de Deus e dos Apóstolos e depois à Igreja”. (pp. 256-258).

domingo, 9 de junho de 2019

NOVENA DE PENTECOSTES | 9º DIA | ENCERRAMENTO | A inteligência e a sabedoria

Neste mundo, a compreensão dos mistérios da fé está totalmente voltada ao Amor.

No último dia de nossa novena, falaremos dos dons mais elevados do Espírito: a inteligência e a sabedoria.

Estes dons estão ligados ao fato de que nós, pela fé, ainda temos um conhecimento limitado de Deus. É a inteligência que nos dá a conhecer mais profundamente os mistérios da fé, diferentemente da ciência, que, como vimos, nos ajuda a perscrutar as realidades naturais. É possível perceber a sua ação quando, por moção da graça, em um momento específico de oração ou de escuta da Palavra de Deus, as realidades eternas de algum modo se abrem ante nossos olhos, fazendo-nos contemplar a grandeza do Amor.

É importante destacar que, neste mundo, a compreensão dos mistérios da fé está voltada justamente para o Amor. Quanto mais conhecemos a Deus, mais podemos amá-Lo. Quando, pela visão beatífica, contemplarmo-Lo face a face, conheceremos completamente, como somos conhecidos (cf. 1 Cor 13, 12), e esse conhecimento nos divinizará de tal modo que nosso amor estará totalmente em sintonia com o amor divino. Por isso, diversamente do que acontece aqui, no Céu, a faculdade de nossa inteligência será superior à da vontade.

Para aperfeiçoar a virtude da caridade, é necessário o dom da sabedoria. Do latim sapere, tem que ver com “saborear". Assim, por este dom, somos capazes de “sentir o gosto" das coisas divinas. Entramos de tal modo no conhecimento dos mistérios de Deus que ele, de algum modo, se torna operativo no amor.

Por isso, quando acontecem tragédias e crises na vida das pessoas, o sábio é capaz de enxergar nessas situações a mão providente do Senhor. Trata-se do sopro divino que transforma as tribulações em ocasiões extraordinárias para amar a Deus... e abraçar a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Com efeito, diz o Apóstolo, “nós (...) proclamamos Cristo crucificado, (...) loucura para os pagãos" (1 Cor 1, 23). O caminho da Cruz não é a exceção, mas a regra. Os santos, mesmo sentindo o drama do sofrimento – afinal, o próprio Cristo suou sangue no Monte das Oliveiras (cf. Lc 22, 44) –, conformavam-se à vontade de Deus, pois, pela sabedoria, eram capazes de enxergar nela o Seu amor e a Sua bondade.

Também nós somos chamados a seguir as pegadas dos santos, fortalecendo a nossa amizade com Deus, mais valiosa que todo o mundo natural. Para tanto, urge pedirmos ao Espírito Santo as graças atuais necessárias para amá-Lo e servi-Lo de todo o coração. Ao fim da caminhada, cremos poder repetir com o Apóstolo: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim" (Gl 2, 20).

PENTECOSTES

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Fonte: Google Imagens

Para entendermos o verdadeiro sentido da Solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta na narração: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At, 2, 1-6). Essa passagem bíblica apresenta o novo curso da obra de Deus, fundamentada na Ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos.

O Catecismo da Igreja Católica diz que: “No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d’Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.
Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: “O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d’Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo” (CIC, n. 691).
A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.
O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: “Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o ‘cartão de visita’ da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).
Temos necessidade do Espírito Santo Paráclito no nosso tempo: Veni, Sancte Spiritus!

CEGUEIRA ESPIRITUAL | VÍCIOS E PECADOS

TRABALHO INTELECTUAL - Síntese Bibliográfica
Corrigido e adaptado pelo Ir. José Crucificado de Jesus Hóstia - EREMITA

Documento Original: Vivendo Nazaré

A- O CIGARRO, O ÁLCOOL, AS DROGAS

Muito comum, principalmente nos que vivem sozinhos e ou isolados.
Para parar de fumar, lave todas as roupas que entraram em contato com a fumaça, tome quatro banhos por dia durante uma semana, pare com o café pelo menos durante aquela semana e temperos picantes. Quando der vontade de fumar, beba uns dois copos de água. Essa é a "receita" dos adventistas.
O corpo deixa de fabricar o hormônio que nos acalma, quando fumamos, e só recomeça a fabricá-lo após pelo menos uma semana sem fumar (revista Saúde).
Nessa semana, tome muito suco de maracujá natural (não serve o artificial). Se você continuar a fumar um cigarro que seja, não vai conseguir parar.
Quanto ao álcool e as drogas, só com a ajuda de outros é possível deixá-los, e talvez sejam necessários alguns medicamentos.
Não aconselho você a deixar o álcool ou as drogas sozinho (a). Procure um AA ou NA, ou alguma casa de recuperação de dependência química.
No nosso site temos um conjunto de reuniões próprias para reflexão sobre esse assunto, com os doze passos de quem quer deixar de beber.
O segredo é não experimentar o primeiro baseado, nem tomar o primeiro gole, nem fumar o primeiro cigarro.
Quem conseguir beber socialmente, não se preocupe: pode tomar algum aperitivo ou uma cerveja, ou vinho às refeições. Mas tome muito cuidado para não se viciar. Jesus tomava vinho (com álcool) e S. Paulo Apóstolo aconselha Timóteo a não tomar só água, mas um pouco de vinho, em 1ª Timóteo 5,23.

B- GULA
Tenha uma alimentação sadia e equilibrada. Nunca estrague nem jogue fora alimentos que ainda possam ser aproveitados. Nossa pobreza não consiste tanto em não ter nada, mas em não estragar nada e aproveitar tudo, deixando as exigências de lado.
C- COMPULSÃO PARA COMPRAS
Este é outro problema que às vezes só se consegue deixar com a ajuda de um psicólogo. Jesus exige de nós uma vida simples e pobre, se quisermos segui-lo. Libertemo-nos de nossas bugigangas!

D- FOFOCA - CALÚNIAS
"Não julgueis para não serdes julgados" (Mt 7,1). Não falemos mal de ninguém! Nossa Senhora falou para Jacinta que ela deveria se afastar de quem fala mal dos outros.
Quando não vermos nada de bom para falar do fulano (da fulana), digamos frases como " Não quero comentar esse assunto".
O fofoqueiro se arrepende, mas a fofoca continua fazendo estragos e acabando com a vida da "vítima".
Não podemos atirar a primeira pedra (João 8). "Não faleis mal uns dos outros, irmãos! Quem és tu para julgar o teu próximo?"(Tiago 4,11-12).

E- A MENTIRA
Nunca minta, nem por brincadeira. Veja o que dissemos acima sobre o conhecer-se e aceitar-se. Quem se aceita e se conhece, não mente.

F- O ROUBO - TIRAR VANTAGENS
Dificilmente você seria um ladrão, mas às vezes pecamos nesse assunto, quando:
- pegamos emprestado e não pagamos;
- buscamos o lucro fácil sem trabalhar
- pagamos um salário indigno para os empregados;
- deixamos de pagar as horas extras;
- não permitimos férias
- não devolvemos troco ou mercadorias que nos deram por engano;
- quando praticamos a "lei de Gerson", ou seja, de tirarmos vantagem em tudo;
- quando sujamos e não limpamos
- quando nunca pagamos a despesa nos encontros com os amigos;
- quando cortamos para nós o miolo da melancia e deixamos a casca para os demais.
- quando pegamos a melhor parte da mistura e deixamos a pelanca ou os ossos para os demais.
Diz Mateus 5,40-42: "Aquele que quer pleitear contigo para tomar-te a túnica, deixa-lhe também o manto, e se alguém te obriga a andar uma milha, caminha com ele duas. Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que de pede emprestado".
Os (as) testemunhas de Jesus Misericordioso devem sempre pensar nos outros e não agirem como "desesperados" na partilha do que quer que seja, sempre nos lembrando que Deus nos ajuda sempre e nunca vamos passar fome, se nele confiamos.
Romanos 12,10: "Com amor fraterno, tende carinho uns para com os outros, cada um considerando os outros como mais digno de estima". Ver também Fil 2,3-5 e Mt16,26: " Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?" Ou ainda Lucas 16,9 (granjear amigos com as riquezas desta terra).

G- O JOGO E AS APOSTAS
Jogos de azar, nunca. Quando muito, algumas vezes em encontros festivos, mas sempre por brincadeira, sem apostas. Quem tiver o vício do jogo deve abandoná-lo de vez.

H- IMPACIÊNCIA - IRRITAÇÃO
Não perca horas de sono! Alimente-se bem! Tire sua folga semanal e tenha um "hobby", um passatempo! A impaciência e a irritação vêm disso: sono, fome, muito trabalho.
A meditação diária é muito importante em nossa vida, assim como um tempo de silêncio, para nos mantermos na paciência, vivermos em paz.
Tratemos sempre bem os outros, como se nada mais tivéssemos o que fazer. São Francisco de Sales dizia que se a gente estiver rezando e alguém pedir nossa atenção, devemos parar de rezar e atender a pessoa.
Muitos católicos "viram" evangélicos justamente porque eles tratam melhor as pessoas e lhes dão maior atenção.
Ao atender alguém, pensemos estar atendendo o próprio Jesus! A parábola do bom samaritano nos ensina bem isso (Lucas 10,25-27): o sacerdote e o levita não pararam para ajudar o ferido porque, se o fizessem, ficariam impuros e não poderiam ir ao templo. Jesus disse que preferia a misericórdia (=atender os outros) ao sacrifício (= ir ao templo, à missa) Matgeus 9,13; 12,7). Se não pudermos atender bem tal pessoa, marquemos um outro dia, agendemos uma hora para podermos atendê-la como ela merece ser atendida!
Quem atende bem a alguém, está atendendo bem o próprio Jesus. Atenda a pessoa como você nada mais tivesse a fazer. Isso, entretanto, não impede que você seja breve, se tiver outro compromisso. Só relaxe e pare de olhar para o relógio!


I- PALAVRÕES, PIADAS, BRINCADEIRAS BOBAS

Efésios 4,29-31: "Não saia de vossa boca nenhuma palavra inconveniente, mas, na hora oportuna, a que for boa para a edificação, que comunique graça aos que a ouvirem (...) Toda amargura e exaltação e cólera, e toda palavra pesada e injuriosa, assim como toda malícia, sejam afastados de entre vós"
Tiago 3,8-9: " Mas a língua, ninguém consegue dominá-la: é mal irrequieto e está cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor, nosso Pai, e com ela maldizemos os homens feitos à semelhança de Deus"
Os palavrões negativizam o ambiente em que vivemos e o maligno fica à vontade para agir. A espiritualidade acaba, assim como o clima de oração.
Nunca faça ninguém de bobo, nem humilhe a ninguém, nem faça brincadeiras idiotas. Tenha muito respeito pela pessoa do outro.

J- TV - INTERNET
Pare um pouco a internet, mesmo que seja coisa séria, e vá rezar um terço, caminhar um pouco, fazer outra coisa. Isso ajuda a não nos viciarmos. Lembre-se de que se você for aposentado(a), precisa ter um trabalho manual ou uma coisa que tome o seu tempo, a fim de não se viciar em tevê e internet.

sábado, 8 de junho de 2019

VIDA ESPIRITUAL - O INÍCIO | QUEBRANDO PARADIGMAS





LOUVORES A DEUS, IRMÃOS!

Ultimamente tenho recebido várias dúvidas sobre como ter uma vida de Oração mais intensa sem distrações que deixe-nos imerso na presença de Deus. Hoje vou tratar nessa postagem a verdade sobre a realidade do povo hoje e as formas de estar mais próximo de Deus, na Oração.

Para entendermos a Oração primeiro temos que compreender o que é a vida espiritual. Não existe Oração sem vida espiritual. A Oração é consequência da vida interior, ou seja, da vida espiritual.

Umas das barreiras que temos que enfrentar no dia a dia é programação que temos associada a televisão. Nenhum dos que leva a vida espiritual a sério deixa-se levar por televisão, rádio, ficção científica, etc... Nossa mente está programada para este fim de levar a vida de acordo com o que a televisão manda, o que os livros mandam, o que as rádias colocam, a mídia como um todo. Entretanto esquecemos Jesus de lado, nossa vida espiritual de lado... Quando tentamos passar cinco minutos na presença de Deus, na Oração o que acontece ? Desconcentração... só pensamos no que o ator da novela x disse, ou então, no que o jornal tal comentou... A nossa mente está programada a aceitar aquilo de forma consciente, mas as virtudes até mesmo a Deus está guardado no subconsciente como uma lembrança junto com suas tarefas do dia a dia. Hoje Deus é tratado como uma tarefa do dia a dia e não como "Aquele que é".

Aos que tem inclinação a perfeição vem a memória as virtudes. E quais são os tipos de virtudes que a Santa Mãe Igreja nos aponta? São duas as Virtudes Teologais e as Cardeais.

VIRTUDES TEOLOGAIS

  1. FÉ: Cultivando a fé, acreditamos no Deus Criador, que é o Pai, no Deus Salvador, que é Jesus Cristo e no Deus Santificador, que é o Espírito Santo. Cultivando a fé, compreendemos que o Altíssimo é uno e trino e que tudo isso nos foi revelado nas Sagradas Escrituras. Cremos, então, que Deus é a verdade.
  2. ESPERANÇA: A Esperança é a virtude que nos ajuda a desejar e a esperar tempos melhores em nossa vida aqui na terra e a ter a certeza de que conquistaremos a vida eterna, que será a nossa felicidade.
  3. CARIDADE: A Caridade é amor. São palavras sinônimas. A Caridade não é somente procurar uma moedinha no fundo da bolsa e jogá-la na latinha de quem pede. A Caridade não é somente ofertar um prato de comida a quem tem fome. A Caridade não é somente tirar do nosso guarda-roupa um vestido, uma blusa, um sapato ou qualquer objeto que não usamos mais e dar a quem nada tem. A Caridade é amor. É conhecer a dor da pessoa que vive perto de nós, quer seja na nossa família, na comunidade ou mais distante. Conhecer a sua dor e procurar com ela resolver o seu problema.
VIRTUDES CARDEAIS

  1. PRUDÊNCIA: É o reto agir, o bom senso, o equilíbrio. Cuida do lado prático da vida, da ação correta e busca os meios para agir bem. Prudência é o mesmo que sabedoria, previdência, precaução. O prudente é previdente e providente. É pessoa que abandona as preocupações e abraça as soluções. Deixa as ilusões e opta pelas decisões. Rejeita as omissões e se empenha nas ocupações. O lema dos prudentes é: “Ocupação sim, preocupação não.” A prudência coloca sua atenção na preparação dos fatos e eventos e nunca na precipitação nem no amadorismo ou improvisação. Ciência sem prudência é um perigo.
  2. TEMPERANÇA: É o auto-controle, auto-domínio, renúncia, moderação. A temperança ordena afetos, domestica os instintos, sublima as paixões, organiza a sexualidade, modera os impulsos e apetites. Abre o caminho para a continência, a castidade, a sobriedade, o desapego. É próprio da temperança o cuidado conosco mesmo, com os outros e com a natureza. A temperança não permite que sejamos escravos, mas livres e libertadores e nos encaminha para o cumprimento dos deveres e para a maturidade humana. Sem renúncia não há maturidade. Grande fruto da renúncia é a alegria e a paz.
  3. FORTALEZA: Faz-nos fortes no bem, na fé, no amor. Leva-nos a perseverar nas coisas difíceis e árduas, a resistir à mediocridade, a evitar rotina e omissões. Pela fortaleza vencemos a apatia, a acomodação e abraçamos os desafios e a profecia. É virtude dos profetas, dos heróis, dos mártires e dos pobres. A fortaleza dos mártires e a ousadia dos apóstolos, como também a força dos pequenos e dos fracos é um sinal do dom da fortaleza na vida humana e na história da Igreja. Hoje a fortaleza nos leva a enfrentar a depressão, o stress, o câncer, a AIDS, os golpes da vida. Grandes são os conflitos humanos, porém maior é a força para superá-los. A vida é luta renhida, dizia nosso poeta e a fé é um combate espiritual. “Coragem, Eu venci o mundo!” (Jo 16,33).
  4. JUSTIÇA: Regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a dignidade humana, respeita os direitos humanos. É da justiça que brota a paz. Sem a justiça nem o amor é possível. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade da dignidade das pessoas. Da justiça vem a gratidão, a religião, a veracidade. Não se pode construir o castelo da caridade sobre as ruínas da justiça. Pelo contrário, o primeiro passo do amor é a justiça, porque amar é querer o bem do outro. A justiça é imortal (Sab 1,15). Esta virtude trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro, à comunidade e à sociedade.
Então para que você comece a ter uma consciência de santidade, de perfeito "como vosso Pai Celeste é Perfeito" primeiro passo é abolir a televisão de nossa vida e dar mais espaço para a presença de Deus. Até a Igreja não tem mais influência nos fiéis hoje, porque? Por quê as pessoas passam mais tempo de frente para uma televisão absorvendo os seus conteúdos eróticos, mentirosos, corrompedores, aliciadores, suicidas, do que na Igreja. Então o que o Papa falou, o Bispo ou o Padre é importante, mas se na TV disse que era errado o que eles disseram alí a televisão é mais correta do que a Igreja Militante. Um horror. 
Então para ter uma vida espiritual é necessário mudança de hábitos. Abolir a televisão e até mesmo canais religiosos, quando digo Tv falo em geral. 
A partir de agora depois de abolir a Tv e se abrir para a espiritualidade, as verdades da Fé, as virtudes, etc; a adoração e a contemplação serão mais fáceis. A Oração Hesicasta é essencial para fazer essa limpeza da programação da Tv, a repetição do nome Jesus e a busca do esvaziamento do mundo vai nos deixar na presença de Deus. 
Depois disso seja Bem-vindo a Oração !!!

NOVENA DE PENTECOSTES | 8º DIA | A ciência, a fortaleza e o conselho

Saiba como os dons do Espírito Santo iluminaram a vida dos santos e mártires da Igreja.
Hoje, ainda sobre os dons do Espírito Santo, falaremos, sobre a ciência, a fortaleza e o conselho.

O dom da ciência permite-nos enxergar a realidade das coisas, de modo sobrenatural. Pelo pecado original, corremos o perigo de cair em uma ilusão, não enxergando a realidade como ela é de fato. Então, Deus sopra na vela da ciência, a fim de olharmos as coisas como elas são. Neste dom, há um lado positivo, que é enxergar nas criaturas as pegadas do Criador, como fez São Francisco de Assis, e um lado negativo, que é olhar para o mundo criado e perceber o quanto tudo é vazio e sem sentido sem a presença de Deus.

Os santos, impulsionados pelo dom da ciência, também conseguiam enxergar a gravidade do pecado, em todo o seu horror. Não tinham essa percepção por conta de um “complexo de culpa" – afinal, estavam em estado de graça e já tinham sido perdoados por seus pecados –, mas pelo grande amor que tinham para com Deus.

O dom da fortaleza é um aperfeiçoamento da virtude da fortaleza. Nesta, é a pessoa que tem a coragem de enfrentar os males com a graça cooperante de Deus; naquela, é Deus quem passa a ser forte nela, operando diretamente em sua alma. Sem dúvida, os mártires, como Santa Inês e Santa Maria Goretti, só conseguiam entregar a sua vida por causa deste dom. A debilidade humana não poderia justificar tamanho destemor. Pode-se dizer, então, que é verdadeiramente Cristo quem morre nos mártires.

Para descobrir o ponto de equilíbrio da fortaleza, surge o dom do conselho, que é um aperfeiçoamento da virtude da prudência. Por esta, somos capazes de discernir o modo certo de agir. No entanto, a própria virtude infusa é insuficiente para julgar tudo. Por isso, o Espírito vem em nosso socorro, atentando-nos à advertência de Cristo: “Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas" (Mt 10, 16).

Quando rezamos e recebemos uma inspiração divina dizendo para onde devemos ir, é o Espírito soprando na vela do conselho, a fim de iluminar as nossas decisões.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

NOVENA DE PENTECOSTES | 7º DIA |A piedade e o temor de Deus

Os dois primeiros dons do Espírito são: o temor filial de quem sabe adorar; e o coração dócil de quem sabe confiar, mesmo em meio à tempestade e à provação.

A origem dos “dons do Espírito Santo" é retirada das próprias Sagradas Escrituras: “Um broto vai surgir do tronco seco de Jessé, das velhas raízes, um ramo brotará. Sobre ele há de pousar o espírito do Senhor, espírito de sabedoria e compreensão, espírito de prudência e valentia, espírito de conhecimento e temor do Senhor" (Is 11, 1-3). No texto original hebraico, a palavra “piedade" é a mesma de que vem o dom do “temor do Senhor".

O temor do Senhor, diz o salmista, é “o princípio da sabedoria" (Sl 110, 10). Este dom, no entanto, não se trata do temor mundano, o “respeito humano" que geralmente guia a conduta dos pecadores, nem do temor servil, que aqueles que se convertem têm no início de sua caminhada, deixando de pecar por medo das penas do inferno. É, antes, um medo de ofender a Deus com o pecado. Quem ama de fato o Senhor teme perder a Sua amizade. Além disso, treme diante de Sua majestade e de Sua grandeza. Quando, na oração, começa perceber o abismo que existe entre si e o Criador, envereda pela senda do temor.

Esse mesmo temor – que se pode chamar filial, pelo fato de o próprio Filho de Deus o possuir em Sua humanidade – manifesta-se também no dom da piedade, que consiste em uma devoção para com o Pai, uma devoção que se dispõe a passar pelo “vale escuro" (Sl 23, 4) sem desistir d'Ele.

Estes dois dons são, então, “dois lados da mesma moeda": unem o temor filial que sabe adorar ao coração dócil que sabe confiar, mesmo em meio à tempestade e à provação.

Peçamos a Deus, neste dia, que nos faça passar rapidamente pela via purgativa e sopre em nós o Espírito, a fim de compreendermos a gravidade do pecado e a grandeza da majestade e do amor de Deus, aos quais devemos corresponder.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

CURSO VIRTUAL NA PLATAFORMA DO YOUTUBE

CAROS IRMÃOS, LOUVORES A DEUS !
É com muita alegria e entusiasmo que trago a notícia de que vamos começar a Formação para Total Consagração pelas Mãos de Maria pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort. Vamos iniciar nosso curso pelo Canal no Youtube onde faremos as aulas virtuais explicando o Tratado e cada módulo e deixaremos as reflexões para mediação.

Deixarei na Biblioteca (para ir lá clique aqui) disponível para download o TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA.
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NOVENA DE PENTECOSTES | 6º DIA | O combate dos pecados veniais

Para que se manifestem os dons do Espírito Santo em nós, é preciso que lutemos contra as faltas veniais, as quais nos inclinam para a terra "e mantêm atados os dons do Divino Espírito, assim como asas que não se podem abrir".

No quinto dia de nossa novena, diferenciamos a graça cooperante, que atua em nossas virtudes, da graça operante, que age nos dons do Espírito Santo. Sobre esta última, o pe. Reginald Garrigou-Lagrange faz um questionamento importante, ao qual se segue uma resposta ainda mais importante para nossa vida espiritual:

“Como é possível que muitas pessoas, depois de ter vivido quarenta ou cinquenta anos em estado de graça e recebido com frequência a santa comunhão, quase não deem sinal da presença dos dons do Espírito Santo em sua conduta e em seus atos, se irritem por qualquer besteira, e levem uma vida completamente fora do sobrenatural? Tudo isto provém dos pecados veniais que com frequência cometem sem nenhuma preocupação; estas faltas e as inclinações que daí derivam tornam estas almas inclinadas à terra e mantêm como que atados os dons do Divino Espírito, assim como asas que não se podem abrir." [1]

A dificuldade que temos em crescer nas virtudes está no fato de cairmos no pecado mortal. Para que se manifestem os dons em nós, no entanto, é preciso que lutemos também contra as faltas veniais. Se não nos determinarmos a isso, os dons do Espírito estarão em nós apenas habitualmente e não em atos.

O combate ao pecado venial, não por um “moralismo neurótico", mas por amor a Deus, faz parte da via purgativa da vida interior. Para progredir no caminho espiritual, é preciso ser generoso, seguir com uma “determinada determinación" [2] de não ofender a Deus nem mesmo com os pecados veniais. Assim, subiremos ao Céu, mais do que à força de remos, pelo sopro do Espírito nas velas de nossa alma.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

NOVENA DE PENTECOSTES | 5º DIA | A mediação da Rainha dos Anjos

Ao pedirmos a Deus as graças atuais para nossa vida, façamo-lo por meio da intercessão de Maria, medianeira de todas as graças, e dos santos anjos, que estão a serviço de Deus para a nossa salvação.

Como vimos em outros dias de nossa novena de Pentecostes, o nosso organismo espiritual recebe de Deus as virtudes infusas – que são a fé, a caridade, a esperança, a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança – e também os sete dons do Espírito Santo – que são a fortaleza, a sabedoria, a ciência, o conselho, o entendimento, a piedade e o temor de Deus. Vimos também, na analogia com o barco, que as virtudes são como os remos; e os dons, como as velas. Aquelas são operadas por nós e o Senhor, com a graça cooperante, nos ajuda; estes são inflamados pela graça operante de Deus, carecendo tão somente de nossa docilidade para produzir efeitos.

É importante notar, ainda falando sobre a graça atual, que esta não age na alma somente para as virtudes e os dons, mas em todas as ocasiões. É a mesma graça que recebemos para manter o estado de amizade com Deus, para crescer na vida espiritual e, ainda, para nos arrependermos de nossos pecados. Quando, por infelicidade, perdemos a graça santificante, são as graças atuais que nos fazem confiar na misericórdia de Deus, ter medo do inferno, desejar a recompensa do Céu e procurar o sacramento da Confissão. Isto pode acontecer seja por moções interiores, seja por realidades externas, como aconteceu ao filho pródigo, que só se voltou a si mesmo quando tentou experimentar a lavagem dos porcos (cf. Lc 15, 11-32).

É certo, também, que as graças atuais que pedimos a Deus sempre vêm a nós pelas mãos de Nossa Senhora, medianeira de todas as graças, e de nossos santos anjos da guarda. Não se pode separar do “mediador entre Deus e a humanidade (...) Jesus" (1 Tm 2, 5) os membros de Seu Corpo. Por isso, Maria Santíssima participa da dispensação das graças divinas a todos os homens.

Ao invocarmos o Espírito Santo, então, façamo-lo por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, Sua amadíssima esposa, e dos santos anjos, que estão a serviço de Deus para a nossa salvação.